Trajectória da capoeira relatada em livro

A Embaixada do Brasil procedeu, quinta-feira, ao lançamento do livro “Capoeira”, em actividade inserida na programação da Semana do Brasil em Angola.

Em 133 páginas, a obra produzida pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil traz compilações sobre a capoeira, a sua história, a importância na cultura brasileira e fotografias demonstrativas de vários grupos que praticam esta arte.

Em 16 textos os autores procuram mostrar as diversas características da Capoeira que começou em Angola e se desenvolveu no Brasil, tornando-se numa das principais referências culturais deste país sul--americano.

Alberto Esper, presidente da Associação dos Empresários e Executivos Brasileiros em Angola (Aebran), declarou que o livro pretende mostrar aos angolanos o resultado final da imaginação dos brasileiros sobre a arte africana.

“Temos que reconhecer que é uma arte que nasceu dos africanos, principalmente dos angolanos e desenvolveu-se no Brasil, tornando-o numa das referências da cultura do Brasil”, disse.

A iniciativa de lançar este livro em Angola, de acordo com Alberto Esper, tem por objectivo reforçar a vertente cultural das actividades incluídas na programação da Semana do Brasil em Angola.

Na presença do embaixador brasileiro, Afonso Cardoso, o grupo Abadá de Capoeira, do núcleo Centro Cultural Brasil-Angola, exibiu--se no parque do Centro de Formação de Jornalistas (Cefojor), local que acolheu o lançamento do livro.

A Semana do Brasil em Angola continua no fim-de-semana com palestras e seminários e um espectáculo com a artista brasileira Elba Ramalho.

Cultura como elo de ligação

O embaixador do Brasil em Angola, Afonso Cardoso, apontou a cultura como um dos principais elos de ligação entre os dois países.

Falando à imprensa, à margem da cerimónia de lançamento do livro “Capoeira”, no Centro de Formação de Jornalistas, o diplomata sublinhou que, apesar da vertente económica ser forte nas relações entre os dois Estados, é o lado cultural que mais se tem feito sentir na cooperação.

“É na cultura que os dois povos mais se entendem. É um facto que temos comprovado com a vinda de artistas brasileiros a Angola e a ida de angolanos ao Brasil. Todos eles são bem recebidos e os seus produtos bem entendidos e consumidos”, realçou Afonso Cardoso.


Segundo o diplomata brasileiro, o bom entendimento deve-se ainda ao facto de os dois povos falarem a mesma língua e terem uma história comum. “São dois povos com uma história comum e que se entendem perfeitamente”, realçou o embaixador Afonso Cardoso.

Fonte: Jornal de Angola

Uneal promove seminário Negritude e Resistência

A Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), por intermédio do Departamento de História do Campus de Arapiraca e do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab), promoverá, entre os dias 11 e 13 deste mês, a terceira edição do seminário “Negritude e Resistência.

O evento marca as comemorações dos 37 anos da Consciência Negra no Brasil e reunirá professores, alunos e representantes de organizações, envolvidos com a valorização do negro na sociedade brasileira.

Este ano, o seminário vai discutir a realidade das comunidades quilombolas em Alagoas, com ênfase à questão agrária, bem como a promoção do debate acerca do processo de formulação de ações afirmativas no âmbito das universidades alagoanas.

A abertura oficial do evento está marcada para a noite de terça-feira (11), a partir das 19 horas, com uma mesa-redonda que contará com as palestras dos professores Moisés de Melo Santana, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE); Clara Suassuna Fernandes (Neab/Ufal) e Jairo José Campos (Uneal).

O grupo debaterá as políticas afirmativas no ensino superior. Além disso, a programação do evento terá a participação de representantes do Instituto de Terras de Alagoas (Iteral); do Núcleo Afro-Quilombola da Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos, do Incra/AL, bem como apresentações artísticas de grupos afros.

União - Com o tema “Cultura e gênero: a questão negra em foco”, a direção do campus da Uneal em União dos Palmares promoverá, entre os dias 17 e 21 deste mês, a Semana da Consciência Negra na terra de Zumbi dos Palmares.

A programação tem início marcado para as 19 horas, no pátio da Escola Cenecista Santa Maria Madalena, com performance literária e a participação dos alunos-bolsistas de iniciação científica pela Fapeal e do Núcleo de Pesquisa em Literatura (Nupel), além de estudantes do curso de Letras.
Segundo revela o diretor do campus, professor Jairo José Campos, o evento ainda reserva palestras, exposição fotográfica da comunidade quilombola de Muquém, bem como exibição de filmes e a participação dos alunos do programa Diversidade na Uneal.
Na quinta-feira (20), está programada uma caminhada coletiva dos participantes do evento até a Serra da Barriga.

por Agência Alagoas

Embaixada do Brasil em Angola lança Livro de Capoeira

Literatura

Embaixada do Brasil em Angola lança Livro de Capoeira

A história da capoeira está fortemente relacionada com a diáspora africana e marca, de forma profunda, a cultura brasileira.

Da Redação com agências

Luanda – A Embaixada do Brasil em Angola vai teve uma atração especial nesta quinta-feira ( 6), quando lançou no Centro de Formação de Jornalistas (CEFOJOR) a publicação “Textos do Brasil 14 Capoeira”, editado pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

A edição traz fotografias de Pierre Verger e desenhos do Carybé, que ilustram entrevistas e artigos de pesquisadores, mestres de capoeira e autoridades ligadas à cultura brasileira, na qual se destacam as significativas implicações da capoeira para a cultura e a vida social, como modalidade de jogo, dança, música e oportunidade para inserção social.

A capoeira é um arte que está fortemente relacionada com a história africana e que marcou profundamente a cultura brasileira.
A obra será apresentada pelo mestre Vila Isabel, do Núcleo de Capoeiragem Beribazau de Brasília e dois mestres brasileiros de capoeira de Angola, mestre Cobra Mansa e Mestra Janja. Para quem quiser apreciar a arte, será realizada uma roda de capoeira pelo grupo de capoeira Abadá, do Núcleo da Casa de Cultura Brasil-Angola.

Amanhã (7), será a vez da I Jornada de Capoeira Brasil-Angola, durante a qual os mestres convidados vão proferir palestras sobre os temas “Raízes Angolanas da Capoeira Brasileira”, “Capoeira e inclusão social” e "Perspectivas e desafios para a capoeira no século XXI”. Emais: paralelamente à Jornada será exibido um trecho do documentário “mestre Bimba – a capoeira iluminada”, inspirado no livro “Mestre Bimba-Corpo de Mandinga”, de Muniz Sodré.

Fonte: África 21 Digital

Lançamento do Observatório Afro-Latino

Nova página eletrônica destaca cultura dos afrodescendentes da América Latina e do Caribe

A Fundação Cultural Palmares, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, lançou site com informações sobre a cultura afro-americana, durante a 4ª edição da Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas (Fliporto), em Pernambuco, que está sendo realizada de 6 a 9 de novembro.

O Observatório Afro-Latino foi apresentado pelo presidente da FCP/MinC, Zulu Araújo, nesta sexta-feira (dia 7) pela manhã dentro da programação da Feira, que neste ano traz o tema da Diáspora Africana no continente latino-americano.

Ilustração: Alessandro/ Fundação Cultural Palmares/Poliedro

A declaração final do I Encontro Ibero-Americano de Ministros de Cultura, em outubro na Colômbia, decidiu apoiar a proposta brasileira de criação do observatório, após ter sido proposta pelo ministro da Cultura brasileiro, Juca Ferreira e por Zulu Araújo.

Para o presidente da Palmares, essa nova ferramenta possibilitará um diálogo mais permanente entre as comunidades negras latino-americanas, com trocas de experiências para a compreensão das semelhanças e diferenças da história e dos processos de integração social das comunidades negras nesses países. “Nossa proposta é que, além do lúdico, a cultura também possa ser um instrumento para um mundo melhor”, afirmou Zulu.

Leia mais.

Leia, também, matéria relacionada: Proposta brasileira de criação de um fórum na Internet foi aprovada durante encontro na Colômbia.

(Patrícia Saldanha, Comunicação Social/MinC)

Fonte: Ministério da Cultura

Direitos Humanos e Mediação de Conflitos

A Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), em parceria com o Instituto de Tecnologia Social (ITS Brasil), oferece nova oferta do curso “Direitos Humanos e Mediação de Conflitos". O curso é gratuito e realizado integralmente a distância, via internet. Pessoas de qualquer lugar do Brasil podem participar. Com carga horária de 60h , com um módulo por semana (ao longo de 10 semanas), a participação é acompanhada e avaliada por tutores e o certificado é emitido mediante aproveitamento que obedeça aos critérios estabelecidos no curso.

Essa formação pretende contribuir para que lideranças comunitárias, militantes de movimentos sociais , membros de pastorais e comunidades religiosas promovam os direitos humanos e atuem na resolução dos conflitos em suas comunidades.

O curso parte de situações práticas e das necessidades concretas desses militantes e pretende apontar caminhos para solucionar conflitos ligados aos direitos humanos, fornecendo informações sobre órgãos públicos e organizações da sociedade civil, além de um ambiente para a troca de experiências. Seu conteúdo está estruturado nos temas dos direitos humanos e seus conflitos.

Se você tem interesse em participar dessa nova turma do curso, acesse o site e faça agora mesmo o seu cadastro de confirmação:
http://cursos.educacaoadistancia.org.br/login/signup.php

Ao realizar este cadastro, você receberá uma confirmação por e-mail e 48 horas antes do início do curso (que está previsto para começar no dia 10 de novembro) enviaremos um segundo e-mail com o link e código de inscrição da sua sala virtual, bem como as primeiras orientações, fique atento. Participe!

Coordenação do curso Direitos Humanos e Mediação de Conflitos

Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH-PR)eInstituto de Tecnologia Social (ITS Brasil)

Fonte: Rede 3Setor

METODISTA promove Fórum de Capoeira e Cidadania

A Universidade Metodista de São Paulo promoverá nos dias 7 e 8 de novembro, os eventos "IV Fórum de Capoeira e Cidadania - Diálogos sobre Cultura e Educação" e o "I Festival de Capoeira Inclusiva", que buscam conjugar os diferentes saberes da cultura popular e da cultura acadêmica. O objetivo dos eventos é que ambos se somem, permitindo uma reflexão teórica e prática. A iniciativa é do Núcleo de Formação Cidadã, Núcleo de Artes e da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia.

Para o professor do Núcleo Formação Cidadã e da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (FAEFF), Eduardo Okuhara Arruda, o evento é um espaço para desconstruir e reconstruir um novo olhar e pensar para a cultura, isto é, a cultura como representação simbólica que possibilita que o indivíduo se reconheça como sujeito no mundo a partir da sua cultura.

"A capoeira, enquanto manifestação cultural historicamente construída, possibilita essa compreensão da cidadania pelo viés da cultura, sobretudo quando se constata as muitas ações de educação para a cidadania e inclusão social pela prática cultural da capoeira", afirmou o prof. e também mestre de Capoeira.

O evento, que acontece no Campus Rudge Ramos da Universidade Metodista de São Paulo (Rua Alfeu Tavares, 149 - Rudge Ramos - São Bernardo do Campo - SP) é gratuito e aberto a toda comunidade. No dia 07 de novembro, ele acontece no período da noite, das 19h30 às 22h e no dia 08 de novembro, no período da manhã, das 9h ao meio dia. Para participar do evento é necessário fazer inscrição online.

Fonte: Metodista

Cultura é questão estratégica, diz Jandira

Aumento do orçamento foi uma das condições para ela aceitar a pasta. Paes vai extinguir a Secretaria Extraordinária de Patrimônio Cultural.

Alba Valéria Mendonça Do G1, no Rio

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Foto: Alba Valéria Mendonça Do G1, no Rio

Indicada pelo prefeito eleito Eduardo Paes (PMDB) para assumir a Secretaria de Cultura, a ex-deputada federal Jandira Feghali (PC do B) vai arcar também com a responsabilidade de cuidar do patrimônio artístico e cultural da cidade.

Como condições para ela fazer parte do secretariado, Paes prometeu um aumento significativo no orçamento da pasta.

"Não era minha expectativa participar do governo. A condição para eu aceitar (o convite para a Secretaria de Cultura) foi o incremento de recursos. A questão cultural é estratégica. Ela é uma das faces da prevenção contra a violência", disse Jandira em entrevista coletiva, na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em Botafogo, na Zona Sul, na tarde desta quinta-feira (6).

Vocação natural

Segundo Paes, o aumento do orçamento tem como objetivo aproveitar a vocação natural da cidade e fazer do Rio a capital cultural do país, com o aumento da atividade econômica. O prefeito eleito disse ainda que a Secretaria de Cultura vai assumir as questões de conservação do patrimônio da cidade, extinguindo assim a Secretaria Extraordinária de Patrimônio Cultural.

"Vamos ter dois vetores importantíssimos na cultura: o desenvolvimento econômico, ou seja, a cultura como fonte geradora de emprego, e como fator de inclusão e integração social. Inclusive com extensão da atividade escolar, principalmente em áreas carentes. Neste sentido, vou ser assessor da Jandira para viabilizar os projetos", disse o prefeito eleito.

Lapa incrementada

Entre os projetos prioritários da pasta, a nova secretária citou a revitalização da área portuária, que segundo ela, vai mudar a cara da cidade, e o projeto "Lapa legal", que pretende incrementar, ampliar e organizar este corredor cultural do Centro.

"O corredor vai passar a ir da Cinelândia ao Campo de Santana. É uma área com uma vida cultural noturna rica. Vamos estimular a implantação do pólo gastronômico e atividades culturais durante o dia. O projeto também prevê incentivos tributários, além de recuperação do sistema de esgoto e da ordem urbana", detalhou a nova secretária.

Parceria com outras áreas

Além de buscar a democratização da cultura, com a ampliação dos espaços comunitários, como as lonas culturais, Jandira disse que vai buscar parcerias com outras áreas, como educação, ciência e tecnologia e saúde, para transformar os equipamentos municipais e integrá-los com a cultura.

"Por que um posto de saúde não pode ter uma biblioteca ou uma lan house? A cultura faz parte da cesta básica da cidadania", defendeu ela, que pretende criar espaços para atividades culturais nas zonas Norte e Oeste da cidade, na região da Leopoldina e nas favelas.

Critérios das Apac serão revistos

Jandira disse também que vai rever os critérios das Áreas de Proteção Ambiental e Cultural (Apac). Inclusive, pretende rever as Apac já aprovadas. Segundo ela, em todos os bairros há problemas. Em alguns não existe Apac e em outros, em particular na Zona Sul, há prédios sem importância cultural, histórica ou arquitetônica, que estão tombados.

Para cuidar das Apac, ela quer montar uma equipe com urbanistas e arquitetos. E diz que já pretende se reunir com o atual secretário de Cultura, na próxima segunda-feira (10), no escritório de transição, no Planetário, na Gávea, na Zona Sul.

Entre os projetos da nova secretária também estão a criação da Casa do Hip Hop, na Lapa, no Centro e o Centro de Referência da Capoeira. E vai trazer de volta para a secretaria a Feira de Tradições Nordestinas (Feira de São Cristóvão).

Fonte: G1