Rio de Janeiro se transforma na terra da Capoterapia neste final de semana

Mestre Paulão Kikongo

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Mestre Gilvam, da Associação de Capoeira Ladainha estará neste final de semana realizando oficinas de Capoterapia para os capoeristas do Rio de Janeiro.

Está é uma atividade que você, capoeirista, não pode perder.

Veja o vídeo e confira a programação:

 

CAPOTERAPIA EM COPACABANA - RJ
Programação
27 de novembro, quinta
12 h - Saída de Brasilia
8 as 13 h - Passeio e almoço em Petrópolis.
15 h - Entrada no hotel
18 h - Aulão de Capoterapia em Copacabana.
20 h - Jantar
Dia 29 de novembro, sábado
7 as 8 h - Café da manhã
8 h - Saída para orla
9 as 12 h - Aulão de Capoterapia em Ipanema
12 às 14 h - Almoço
14 às 18 h - Passeio (opcional) ao Corcovado ou Pão de Açúcar (ingresso custa R$ 36,00 e não está incluso no valor da excursão).
19 h - Jantar
20 h - Hidrocapoterapia na piscina do hotel
Dia 30 de novembro, domingo
7 às 8 h - Café da manhã
8 h - saída para a orla
9 às 12 h - Capoterapia em Copacabana
12 às 14 h - Almoço e saída do hotel
15 às 17 h - Feira de Artesanato de Copacabana
18 h - Retorno à Brasília
Dia 1 de dezembro, segunda
14 h - Horário provável de chegada.
Reserva de vaga e informações com Mano Lima, telefone 8407 7960, e-mail mano.lima@yahoo.com.br  . Ou com Mestre Gilvan

Câmara aprova cotas raciais em universidades públicas

Priscilla Mazenotti*
Repórter da Agência Brasil

Brasília - No dia da Consciência Negra, a Câmara dos Deputados aprovou projeto que estabelece cotas raciais e sociais nas universidades públicas federais de todo o país.

Pelo texto, 50% das vagas nas universidades serão reservadas para alunos vindos de escolas públicas. Metade dessas vagas será distribuída de acordo com critérios raciais e estabelecidas proporcionalmente de acordo com a distribuição populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A outra metade será distribuída de acordo com a renda familiar per capita que deve ser menor que um salário mínimo e meio.

"O Dia da Consciência Negra contribuiu para que eu tivesse a iniciativa de colocar essa matéria em pauta. Ela contempla todo o conteúdo de justiça social e de etnia", disse o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

*A matéria foi alterada para esclarecimento de informações

Fonte: Agência Brasil

TV Brasil exibe diversos filmes para homenagear Zumbi

No mês em que se comemora a Conciência Negra, a TV Brasil irá exibir diversos filmes. Entre os quais Abolição, de Zózimo Bulbul, que marca o centenário da abolição oficial da escravatura no Brasil e mostra as dificuldades que os afro-descendentes brasileiros enfrentam até hoje.

Fique ligado na programação e não perca. Segue abaixo os dias e horários de exibição dos filmes:

 

Cinema na TV Brasil
Programação dos filmes a serem exibidos

QUINTA-FEIRA 20/11 – DOC TV II - 1h10
FILME: "Uma Princesa Na Terra" - 2005
DIREÇÃO: José Reis Filho
CLASSIFICAÇÃO: Livre

Uma Princesa Negra na Terra do Marabaixo proporciona um passeio pela cultura afro-descendente, pouco divulgada no resto do país. O Amapá é o estado brasileiro com a maior quantidade de comunidades afro-descendentes do Brasil, sendo, muitas delas, quilombolas.

O documentário mostra o modo de vida destas comunidades, como a fatura do Tucupi, da farinha de mandioca, a caça e a Festa do Marabaixo – um ritmo e folguedo popular típico do Amapá.


SEXTA-FEIRA 21/11 - PROGRAMA DE CINEMA - 22h
FILME: "Abolição" - 1988
DIREÇÃO: Zózimo Bulbul
CLASSIFICAÇÃO: Livre

O filme marca o centenário da abolição oficial da escravatura no Brasil e mostra as dificuldades que os afro-descendentes brasileiros enfrentam até hoje. Abolição é um documento nacional com depoimentos de importantes personagens para a preservação da cultura negra no Brasil, como Abdias do Nascimento, Lélia González, Beatriz do Nascimento, Grande Otelo, Joel Rufino e Dom Elder Câmara em contraposição com D. João de Orleans e Bragança e de Gilberto Freire.

O longa questiona o tipo de abolição que houve no país, já que, passados mais de 100 anos, a situação continua de constante luta, desigualdade e racismo.


SÁBADO 22/11 – DOC - 16h
FILME: "Quilombos Vivos" - 2006
DIREÇÃO: Denise Monson e Ariane Porto
CLASSIFICAÇÃO:

Quilombos Vivos retrata como é a vida nos quilombos reconhecidos oficialmente e que ainda resistem ao tempo e às ameaças dos grileiros. Quase a metade deles está concentrada na região do Vale do Ribeira, no sul de São Paulo. O documentário mostra os costumes, histórias, curiosidades, natureza, passado e futuro dessas comunidades. Documentário. De Denise Monson e Ariane Porto. 2006.


SÁBADO 22/11 – DOC TV MELHORES - 22h30
FILME: "Quilombagem" - 2007
DIREÇÃO: Jurandir Costa
CLASSIFICAÇÃO:

O documentário mostra o drama e a resistência das comunidades Quilombolas Santo Antônio do Guaporé e Pedras Negras, situadas na fronteira do Brasil com a Bolívia, em plena floresta amazônica. Os moradores vivem isolados do resto da sociedade e sofrem com a falta de transporte, serviços de saúde e educação.

Um barco do governo visita a área apenas uma vez por mês. Algumas famílias foram expulsas de seus territórios, indo morar em cidades adjacentes. Apesar de todas as dificuldades, como os conflitos com o Ibama, pela criação de uma reserva biológica no território, essas comunidades ainda resistem.


SÁBADO 22/11 – PROGRAMA DE CINEMA - 00h30
FILME: "Encontro com Milton Santos" - 2007
DIREÇÃO: Silvio Tendler
CLASSIFICAÇÃO: Livre

Uma entrevista feita com o geógrafo Milton Santos, em 4 de janeiro de 2001, é o ponto de partida do documentário Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá. O filme, que registra a última fala gravada de Milton Santos, discute a globalização e seus efeitos nos países e cidades do planeta. O geógrafo baiano morreu em 24 de junho de 2001, na cidade de São Paulo, aos 75 anos, vítima de câncer.

O documentário foi premiado com o Candango de Melhor Filme - Júri Popular, no Festival de Brasília.

Geógrafo e livre pensador brasileiro, discreto e combativo, Milton Santos dizia que a maior coragem, nos dias atuais, é pensar. Escreveu livros que surpreenderam os geógrafos brasileiros e de todo o mundo, pela originalidade e audácia: O Povoamento da Bahia (48), O Futuro da Geografia (53), Zona do Cacau (55), entre muitos outros. 

Em 1964, foi preso e exilado até 1977, período em que ensinou na França, Estados Unidos, Canadá, Peru, Venezuela e Tanzânia, escrevendo e lutando por suas idéias. Milton Santos foi o único estudioso fora do mundo anglo-saxão a receber o prêmio Vautrin Lud, considerado o Nobel da Geografia, pelo conjunto de sua obra, em 1994


DOMINGO 23/11 - PROGRAMA DE CINEMA - 12h
FILME: "A Negação do Brasil" - 2000
DIREÇÃO: Joel Zito Araújo
CLASSIFICAÇÃO: Livre

O documentário analisa a participação e evolução do negro na telenovela brasileira no período 1963-1997, quando se atribuía a atores negros papéis estereotipados e depreciativos. Baseado nas memórias do diretor e em fortes evidências de pesquisas, o filme aponta as influências das telenovelas nos processos de identidade étnica dos afro-brasileiros e faz um manifesto pela incorporação positiva do negro nas imagens televisivas do país.

A obra, que contribuiu para o debate sobre o papel da mídia e a luta dos atores negros pelo reconhecimento, participou de mostras e festivais nacionais e internacionais, recebendo, entre outros, o prêmio de Melhor Filme da competição brasileira do 6° Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade, 2001. Documentário. De Joel Zito Araújo. 2000. 91min.

Saiba mais sobre quem foi Zumbi dos Palmares

Mestre Paulão Kikongo

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Spensy Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Zumbi dos Palmares, cuja morte, em 20 de novembro de 1695, motiva a celebração, amanhã (hoje), em todo o país, do Dia da Consciência Negra, foi um dos líderes do Quilombo dos Palmares, o mais conhecido núcleo de resistência negra à escravidão no país.

Segundo cronologia publicada na página da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), órgão ligado à Presidência da República, Palmares surgiu a partir da reunião de negros fugidos da escravidão nos engenhos de açúcar da Zona da Mata nordestina, em torno do ano de 1600. Eles se estabeleceram na Serra da Barriga, onde hoje é o município de União dos Palmares (AL). Ali, devido às condições de díficil acesso, puderam organizar-se em uma comunidade que, estima-se, chegou a reunir mais de 30 mil pessoas

Muitos dos quilombolas eram índios e brancos pobres, como conta texto na página da internet da Fundação Joaquim Nabuco, outro órgão federal, com sede em Recife. Nabuco foi expoente do movimento abolicionista. "A vida de Zumbi, o rei do Quilombo dos Palmares, é pouco conhecida e envolta em mitos e discussões", alerta o texto - vários dos trechos abaixo, portanto, são objeto de polêmicas entre os historiadores.

Ao longo do século 17, Palmares resistiu a investidas militares dos portugueses e de holandeses - que dominaram parte do Nordeste de 1630 a 1654. Segundo o historiador Pedro Paulo Funari, no artigo "A República de Palmares e a Arqueologia da Serra da Barriga", em 1644, um ataque holandês vitimou 100 pessoas e aprisionou 31, de um total de 6 mil que viviam no quilombo.

Funari também afirma que o quilombo (termo derivado de língua da região de Angola) era chamado pelos portugueses de República dos Palmares, nos documentos da época, e termos como mocambo foram posteriormente utilizados no sentido pejorativo. O quilombo era composto por várias aldeias, de nomes africanos, como Aqualtene, Dombrabanga, Zumbi e Andalaquituche, indígenas, como Subupira, ou Tabocas, e portugueses, como Amaro. A capital era Macacos, termo de origem incerta (pode ser português ou corrutela do banto macoco).

Zumbi nasceu livre, em Palmares, provavelmente em 1655, e, segundo historiadores, seria descendente do povo imbamgala ou jaga, de Angola. Ainda na infância, durante uma das tentativas de destruição do quilombo, ele foi raptado por soldados portugueses e teria sido dado ao padre Antonio Melo, de Porto Calvo (hoje, em Alagoas), que o batizou de Francisco e ensinou-lhe português e latim. Aos dez anos tornou-o seu coroinha.

Com 15 anos, Francisco foge, retorna a Palmares e adota o nome de Zumbi - termo de significado incerto. O nome de Zumbi apareceu pela primeira vez em 1673, em relatos portugueses sobre a expedição chefiada por Jácome Bezerra, que foi desbaratada pelos quilombolas.

Aos 20 anos, Zumbi destacou-se na luta contra os militares comandados pelo português Manuel Lopes. Nesses combates, chegou a ser ferido com um tiro na perna.

Em 1678, o governador de Pernambuco, Pedro de Almeida, propõe a Palmares anistia e liberdade a todos os quilombolas. Segundo o historiador Edison Carneiro, autor do livro "O Quilombo dos Palmares", ao longo dos quase 100 anos de resistência dos palmarinos, foram inúmeras as ofertas como essa.

Ganga Zumba (possivelmente um título - nganga significa sacerdote, e nzumbi "possui conotações militares e religiosas", segundo Funari), então líder de Palmares, concorda com a trégua, enquanto Zumbi é contra, por argumentar que o acordo favoreceria a continuidade do regime de escravidão praticado nos engenhos. Zumbi vence a disputa, é aclamado líder pelos que discordavam do acordo e, aos 25 anos, torna-se líder do quilombo.

Ao longo da vida, Zumbi teria tido pelo menos cinco filhos. Uma das versões diz que ele teria se casado com uma branca, chamada Maria. Ao longo de seu reinado, Zumbi passou a comandar a resistência aos constantes ataques portugueses.

Em 1692, o bandeirante paulista Domingo Jorge Velho, uma espécie de mercenário da época, comandou um ataque a Palmares e teve suas tropas arrasadas. O quilombo foi sitiado e só capitulou em 6 de fevereiro de 1694, quando os portugueses invadem o principal núcleo de resistência, a Aldeia do Macaco.

Ferido, Zumbi foge. Baleado, ele teria caído de um desfiladeiro, o que deu origem à história de que teira se suicidado para evitar a prisão. Resistiu na mata por mais de um ano, atacando aldeias portuguesas. Em 20 de novembro do ano seguinte, depois de ser traído por um antigo companheiro, Antonio Soares, Zumbi é localizado pelas tropas portuguesas.

Preso, Zumbi é morto, esquartejado, e sua cabeça é levada a Olinda para ser exposta publicamente. Entre outros objetivos, o de acabar com os boatos que corriam entre os negros escravizados do litoral de que o líder quilombola era imortal.

Fonte: Agência Brasil

Rio de Janeiro é palco de uma série de comemorações em memória a Zumbi

Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Diversas atividades estão sendo realizadas durante o dia de hoje (20) em diferentes bairros e regiões do Rio de Janeiro em memória a Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, em Alagoas,  morto em 20 de novembro de 1695, consagrado como Dia da Consciência Negra. O Rio de Janeiro foi o primeiro município a decretar feriado em homenagem a Zumbi dos Palmares, em 1995.

A programação começa às 9h, na Avenida Presidente Vargas, no centro da cidade, onde grupos de cultura afro farão apresentações diante do monumento a Zumbi dos Palmares..
O Dia da Consciência Negra também será comemorado no Ponto Chic, em Padre Miguel, na Zona Oeste. Neste ano a festa, que já está na oitava edição, vai homenagear o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, em frente ao busto de Zumbi.

As atividades começam às 9 da manhã com uma missa afro e apresentações de grupos folclóricos e de capoeira, jongo e maculelê. Também estão previstos shows de charm, hip hop, soul, funk, samba de roda, e a participação da bateria da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel. O cantor Elymar Santos encerra o evento.

O Centro Cultural Casa de Jorge, em Água Santa, no subúrbio, vai homenagear Zumbi dos Palmares com feijoada e apresentações de capoeira, black music e da escola de samba Império Serrano. O evento começa ao meio-dia.

Na Praça XV, no centro da cidade, uma cerimônia homenageia João Cândido, conhecido como Almirante Negro, que liderou a Revolta da Chibata de 1910, para protestar contra os castigos físicos que os marinheiros negros sofriam, mesmo depois do fim da escravidão, em 1988.

A solenidade contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que assinou neste ano a anistia póstuma a João Cândido e demais líderes da Revolta da Chibata.

A programação tem início às 14h com shows de Noca da Portela, Nelson Sargento, Dona Ivone Lara e Neguinho da Beija-Flor. Às 17h será inaugurada a Estátua de João Cândido. O encerramento, às 19h30min, será com show de João Bosco e Martinho da Vila.

Fonte: Agência Brasil

Seppir comemora 20 de novembro na Praça XV

Como parte das comemorações do Dia da Consciência Negra, a SEPPIR - Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, dirigida estará promovendo vasta programação na Praça XV - Centro do RJ.

Abaixo a programação divulgada pela SEPPIR:

seppir

Para marcar o Dia da Consciência Negra, a SEPPIR vai promover em 20 de novembro uma atividade cultural na Praça XV, no Centro do Rio de Janeiro, palco da Revolta da Chibata de 1910. O ponto alto do evento será a instalação de monumento em homenagem a João Cândido, o “Almirante Negro”, que liderou a Revolta da Chibata de 1910.

Na estátua, criada pelo artista plástico Walter Brito, o Almirante Negro segura o leme em uma das mãos. A outra, aponta para o mar. A estátua foi instalada nos jardins do Museu da República, no Rio, e será deslocada esta semana para a Praça XV.

A programação tem início às 14h com shows de Noca da Portela, Nelson Sargento, Dona Ivone Lara e Neguinho da Beija-Flor. Às 16h haverá o lançamento do Projeto Memória da Fundação Banco do Brasil –  “João Cândido, a luta pelos direitos humanos”. Às 17h será inaugurada a Estátua de João Cândido. Na seqüência teremos a saudação de Candinho, filho de João Cândido, do ministro Edson Santos e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que este ano assinou a anistia póstuma a João Cândido e demais líderes da Revolta da Chibata. O encerramento, às 19h30min, será com show de João Bosco e Martinho da Vila.

Veja ainda a programação em outros cantos deste nosso Brasil:

Pelo país – Com o apoio da SEPPIR, outras comemorações serão realizadas em várias cidades do país. Em São Paulo (SP), o Fórum Estadual de Entidades Negras promove a Marcha da Consciência Negra, nesta quinta-feira (20/11), com ponto de partida no MASP, na Avenida Paulista. Com a participação de vários setores da sociedade, o objetivo do evento é mostrar a necessidade de garantir igualdades materiais e de condições entre brancos e negros através de políticas públicas verticais e horizontais.

Em Salvador (BA) acontece a XXIX Marcha Zumbi dos Palmares. Produzida pela Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN), a caminhada tem saída às 15h da Praça do Campo Grande em direção à Praça Municipal.

Florianópolis (SC) vai comemorar o Dia da Consciência Negra com uma série de atividades no Largo da Alfândega, no Centro. A abertura oficial do evento, promovido pela Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Prefeitura, será nesta terça-feira no Espaço Cultural Rita Maria.

Em Belo Horizonte (MG), a Fundação Municipal de Cultura preparou uma programação especial, que segue até o dia 26, com espetáculos, exibições de vídeos, exposições e palestras, além de debates e contação de histórias em diversos espaços culturais por toda a cidade. Em Juiz de Fora haverá o VI Encontro 20 de novembro, com o tema “Consciência tem cor?”, no próximo sábado (22/11). O evento será realizado na sede campestre do Sintufejuf, na Vila Ideal, e prevê palestras e atividades culturais. Em Paracatu, várias ações marcam a III Semana da Consciência Negra até o dia 21, com destaque para a apresentação de teatro “Yabás”, no Cine Teatro Santo Antônio, às 15h.
No Maranhão, a XXIV Semana da Consciência Negra prossegue até o dia 29 de novembro. Seminários, exposição, maratona cultural e uma marcha vão movimentar a capital São Luís.

Fonte: SEPPIR

E se Obama fosse africano?

Crônica

E se Obama fosse africano?

"(...) Não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo".

Mia Couto *

Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.

Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.
Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos.

Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros?

Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.

Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: " E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.

E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?
1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.

2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.

3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos.

Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.

4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).

5. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.

Inconclusivas conclusões
Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.

Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.

A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.

Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.

No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.

Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.

Mia Couto, moçambicano, é escritor

Fonte: congressonacionaldenegrasenegros@yahoogrupos.com.br em nome de José Roberto Militão, adv. (militaoj@terra.com.br)

A LUTA DE ZUMBI DOS PALMARES E A CONQUISTA DA CIDADANIA

A LUTA DE ZUMBI DOS PALMARES E A CONQUISTA DA CIDADANIA RACIAL PLENA‏

Este ano completa - se 313 anos do assassinato de Zumbi dos Palmares pelas tropas portuguesas comandada pelo Bandeirante Domingos Jorge Velho no Quilombo dos Palmares que era localizado na região da Serra da Barriga e que atualmente, faz parte do município de União dos Palmares (Alagoas).

Passados mais de três séculos, de acordo com o IPEA (Instituto de Pesquisas Aplicadas) na pesquisa "Demanda e Perfil dos Trabalhadores Formais no Brasil em 2007, os negros recebem em média 53% do salário dos não – negros, a escolaridade do negro é de 5,8 em média e a dos não – negros 7,7%. Negros e negras ocupam 60, 3% dos empregos na agricultura, 57,9% na construção civil, 59,1% dos serviços domésticos, enquanto os não – negros ocupam 56, 5% no comércio e serviços não financeiros, 62, 5% nos serviços financeiros e 57, 2% na administração pública, serviços sociais e utilidade pública.

Ainda de acordo com o IPEA, 55% do trabalho não remunerado no Brasil e 55, 4% sem carteira assinada são representados por negros e negras. Os 120 anos da abolição inacabada, oficialmente conhecida como Lei Áurea, não contribuiu para a superação do racismo, pois ao atender as pressões internas e externas que exigiam mudanças no regime econômico/mercantilista da época e que após um ano já mudara o regime de colônia imperial para república, agravou ainda mais a situação social dos escravos recém libertos que testemunharam a vinda dos europeus com incentivo governamentais, ocupando o mercado de trabalho formal que se formou com o fim do regime escravista.

Na história recente, muitos avanços foram obtidos a partir da realização da Conferência de Durban em 2001. As atuais políticas públicas e ações afirmativas em curso no atual governo começam a resultar em mudanças significativas no percentual de afrodescendentes que conseguem ingressar nas aproximadamente 60 universidades que voluntariamente adotaram a política de Cotas baseada na PL 73/99 que está em vias de ser votada no Congresso. A criação da SEPPIR (Secretaria Especial Pela Promoção da Igualdade Racial), destaca – se como uma das iniciativas mais avançadas no mundo.

A aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, Projeto – Lei apresentado pelo Senador Paulo Paim é mais uma ferramenta que se aprovada pelo Congresso Nacional poderá resultar em medidas positivas na superação do racismo. Para se garantir a efetiva consolidação destas políticas é necessários que estas sejam efetivadas como Políticas de Estado. De acordo com estudos do IPEA serão necessários 32 anos para que as atuais ações afirmativas e políticas públicas do resultem em um patamar de igualdade social entre negros e não negros.

A CUT (Central Única dos Trabalhadores) através da criação da CNCDR (Comissão Nacional Contra a Discriminação Racial) e das comissões estaduais, desde o ano de 1992 desenvolve ações objetivando a igualdade de oportunidades no mundo do trabalho. Na última plenária estatutária, a CUT reconhecendo a necessidade de se potencializar as ações desenvolvidas pelos dirigentes sindicais que organizam – se nas comissões de existentes na estrutura sindical cutista, aprovou consensualmente a criação da Secretaria de Combate ao Racismo no próximo CONCUT (Congresso da CUT).

Mesmo diante de muitas conquistas a batalha de Zumbi dos Palmares ainda não resultou em uma vitória definitiva. Dos 5564 municípios brasileiros apenas 262 comemoram o Dia da Consciência Negra. Nem mesmo o artigo 79 – B da Lei 10.639/03 que obriga o ensino da História e Cultura Afro – Brasileira nas escolas de ensino médio e fundamental e que estabelece no calendário escolar a inclusão do dia 20 de novembro como "Dia Nacional da Consciência Negra" tem a sua efetiva implementação nas escolas.

No ano em que o Movimento Negro Unificado (MNU) principal ícone de luta do movimento negro brasileiro, completa 30 anos, ano do centenário de Cartola, do centenário de Solano Trindade e do centenário da Umbanda no Brasil, os afrodescendentes brasileiros devem se conscientizar que a cidadania plena ainda está muito longe dos ideais sonhados pelo líder e herói Zumbi dos Palmares.

Somente a conscientização de que é necessário continuar lutando é que poderá estabelecer um novo paradigma para a população negra no Brasil, que em 2010 representará mais da metade da população brasileira, de acordo com pesquisas do IPEA.

Fonte: congressonacionaldenegrasenegros@yahoogrupos.com.br em nome de marcosbeneditoafubesp (marcosbenedito@cut.org.br)

Seminário de Educação Popular movimenta a UERJ SG

Seminário Educação Popular, Movimentos Sociais e Formação de Professores: Diálogos entre Saberes e Experiências Brasileiras

Programação:

26/Nov – 9h às 12h – Tema - Educação Popular: produção de políticas e relação entre governos e movimentos sociais

Mesa Coordenada

Prof. Dr. Diógenes PinheiroUNIRIO

Profª Drª Helena De Biase - FUNAI/Brasília

Profª Drª Monica MolinaUnB

Prof. Dr. Valter Silvério - UFSCAR

26/Nov – 14h às 17h - Tema - Educação Popular: produção de políticas e relação entre governos e movimentos sociais

Painel

Prof. Ms. Alexandre do Nascimento - Pré-Vestibular para Negros e Carentes

Profª Luciana Bonfim de Miranda - Direção Nacional do MST 
Profª Ms.Rita Rocha - Projeto Segurança Alimentar Indígena - Estácio de Sá – RJ
Profª Drª Sandra Sales - UFRRJ

27/Nov9h às 12h - Tema - Desafios da e na formação do Educador Popular

Mesa Coordenada
Prof. Adelar Pizzeta - Escola Nacional Florestan Fernandes/SP
Prof. Dr. Dr. Amauri Pereira - UEZO
Profª Drª Jane Paiva - UERJ
Profª Drª Rosa Helena Dias - UFAM

27/Nov14h às 17h - Tema - Desafios da e na formação do Educador Popular

Painel

Profª Ana Valéria D. Pereira - SME/S. Gonçalo
Prof. Elisangela de Carvalho - Coletivo Estadual de Educação do MST-RJ
Prof. Ms. Marisa Assis - FFP/UERJ
Prof. Algemiro da Silva Karai Mirim - Escola Indígena Karai Kuery Renda - Angra dos Reis - RJ

28/nov – 9h às 12h - Tema - Educação Popular: desafios frente aos processos de ensino/currículo e escolarização.

Mesa Coordenada
Profª Drª Eliane Cavalleiro - UnB
Profª Drª Inês Barbosa Oliveira - UERJ
Prof. Marcos - Coletivo Nacional de Educação do MST/ PR
Prof. Dr. Wilmar D’Angelis - UNICAMP

28/nov – 14h às 17h - Tema - Educação Popular: desafios frente aos processos de ensino/currículo e escolarização.

Painel
Profª Ana Beatriz de Carvalho - Coletivo Estadual de Educação do MST-RJ
Profª Drª Azoilda Loretto Trindade - UNESA
Prof. Esp. Daniela Quintanilha - SME/S. Gonçalo
Profª Drª Juracilda Veiga - UNICAMP

SERVIÇO:
Data: 26 a 28 de novembro de 2008
Local: UERJ Campus FFP - Rua Dr. Francisco Portela, 1470 – Patronato - São Gonçalo - RJ.
Contato: 2604-3232 ramal 224/8668-7012

INSCRIÇÕES:
Envie um e-mail para seminarioep@yahoo.com.br, informando nome, município e instituição. Serão conferidos certificados para os participantes do evento.

ORGANIZAÇÃO:
Núcleo de Pesquisa e Extensão Vozes da Educação: Memória e História das Escolas de São Gonçalo
Grupo de Pesquisa Práticas de Ensino e Formação de Professores
Grupo de Pesquisa GEOAGRARIA
Projeto de Pesquisa "A Lei nº 10.639 e o Ensino da Geografia"

COMISSÃO ORGANIZADORA:

Prof. Dr. Domingos Nobre (DEDU/FFP)
Profª. Dra. Márcia Alvarenga (DEDU/FFP)
Prof. Dr. Paulo Alentejano (DGEO/FFP)
Prof. Dr. Renato Emerson dos Santos (DGEO/FFP)

COLABORAÇÃO:

Núbia Armond (Geografia/FFP) - Art Designer

Fonte: Saberes e Experiências

Mestre Gilvan, de Brasília, dará curso no Rio

Mestre Paulão Kikongo

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No próximo dia 30 de novembro, Mestre Gilvan, da Associação de Capoeira Ladainha, estará realizando aqui no Rio de Janeiro, com o apoio da Federação de Capoeira Desportiva do Estado do Rio de Janeiro, o Curso de CAPOTERAPIA, método criado e desenvolvido por ele.

A capoterapia idealizada por Mestre Gilvan, é uma terapia utilizando o lúdico da capoeira que devido ao sedentarismo dos grandes centros, aliado às doenças cardiovasculares e respiratórias, ser o grande responsável pela mortalidade entre os mais vividos.

Doenças como a arteriosclerose e a artrite, entre outras, podem ser evitadas, ou mesmo tratadas, a partir da prática orientada de exercícios físicos.

A prática de esportes, com ênfase nos seus aspectos terapêuticos e de estímulo à prática socializante, tem se revelado como um poderoso instrumento para proporcionar o bem estar físico e espiritual e a própria felicidade aos idosos, num momento tão particular de suas vidas, onde o convívio familiar lhes impõe um certo isolamento natural.

A capoeira, em particular, trabalhada na perspectiva de respeitar as condições físicas próprias da terceira idade, pode se converter num eficaz meio de valorização da vida social dos idosos, fazendo do seu ambiente um pólo catalisador e irradiador de cidadania.

Se você quer aprender este método eficaz e inovador, não perca está oportunidade.

Procure o Mestre Hulk, Diretor Técnico da FCDRJ e faça sua inscrição. É grátis.

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Nas fotos Mestres Paulão e Gilvan na 1ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial em Brasília.

Fotos cedidas gentilmente pelo Mestre Gilvan

Acesse www.capoterapia.com e conheça o trabalho de Mestre Gilvan

Repassando

Mestre Paulão Kikongo

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Companheiras e companheiros,

Urge que tomemos posições, sejam em niveis institucionais ou pessoais. Mas não podemos permanecer inertes com relação à questão quilombola e aos acordos efetuados pela Seppir.

Abaixo segue o email da companheira Sandra, de Minas, atentem à sua leitura:

Olá pessoal

Meu nome é Sandra Maria da Silva. Sou quilombola, faço parte da Federação Quilombola do Estado de Minas Gerais e da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Quilombolas Negras (Conaq).Estou “pegando” emprestado de minha amiga Lilian Gomes esse espaço de divulgação das questões afro-descendentes pois tenho uma importante denúncia a fazer e considero que divulgá-la nesse grupo é de fundamental importância. Cheguei de Brasília ontem, onde fui representar as entidades citadas acima em um “Seminário Internacional sobre a Convenção 169”. Tod@s os quilombol@s presentes no evento ficaram perplexos(as) com diversas questões, mas duas fundamentalmente nos preocuparam muito e achamos importante divulgar aqui.

A primeira é que por ocasião da Semana da Consciência Negra existe uma articulação da bancada ruralista que propôs para a SEPPIR que essa bancada concorda em aprovar o Estatuto da Igualdade Racial desde que seja retirado o Capítulo que trata do “DIREITO DOS REMANESCENTES DAS COMUNIDADES DOS QUILOMBOS ÀS SUAS TERRAS”.

Nós, quilombolas, compreendemos que não se pode aceitar - sob nenhuma hipótese - essa proposta pois ela representa mais uma vez uma tentativa de invisibilizar os direitos dos afro-descendentes. Não aceitamos mais uma igualdade apenas formal mas lutamos, sobretudo, pela igualdade substantiva a qual, nesse caso, passa pela questão da redistribuição de terras no Brasil, o que seria a forma de garantir às comunidades quilombolas os seus históricos direitos que foram negados por séculos. Fiquemos atentos pois, nesse próxima semana, devido à aproximação do 20 de novembro e à necessidade de dar uma resposta para a questão do Estatuto, é bem possível que essa articulação ocorra em Brasília.

Uma segunda questão é que na terça feira, dia 18 de novembro, será votado na Câmara dos Deputados, às 14 horas, o Projeto de Lei do Deputado Valdir Colatto PL 3654/2008, que devido ao parecer negativo da “Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania”, através de seu relator Deputado Gonzaga Patriota, modificou o seu Projeto de Lei anterior PL 44/2007 que assim se definia “susta a aplicação do Decreto No 4.887 de 20 de novembro de 2003, que Regulamenta o procedimento para identificação, reconheicmento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos de que trata o art. 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias”. O referido Projeto de Lei PL 3654/2008, que está em eminência de ser aprovado, se define “Regulamenta o artigo 68 do Ato de Disposições Constitucionais Transitórias – ADCT, que reconhece aos remanescentes das comunidades de quilombos a propriedade definitiva das terras que estejam ocupando”.

No entanto, apesar da suposta “boa intenção” que parece conter nesse Projeto, ele se constitui em uma artimanha para que os ruralistas impeçam o acesso dos quilombolas aos seus direitos. Apenas para citar um exemplo, no Artigo 4º, § 1º dentre os diversos requisitos exigidos para que os quilombolas tenham o título da propriedade definitiva está a necessidade de “I – que o beneficiário comprove suas referências culturais que possam caracterizá-lo como remanescentes de comunidade quilombola”. Há algo mais subjetivo e passível de contestação que isso? No Decreto 4887 de 2003 a comunidade é reconhecida como Quilombola por auto-atribuiçã o. Já são tantas as dificuldades para se titular um território Quilombola, imaginem quando um artigo como o que está sendo proposto cair em mãos de advogados dos ruralistas. Pois é essa artimanha que se quer aprovar em plena semana de eventos da Consciência Negra no Brasil.

Contando com uma ampla divulgação dessa denúncia bem como da colaboração de vocês, inclusive com a presença de tod@s que puderem estar em Brasília dia 18 de novembro às 14 horas no Plenário da Câmara dos Deputados, despeço-me pedindo que Zumbi dos Palmares nos proteja!!!

Sandra Maria da Silva
Federação Quilombola do Estado de Minas Gerais e da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Quilombolas Negras (Conaq)
Email aqbd_mg@hotmail. com
Marcio Alexandre M. Gualberto
Coordenador Nacional de Política Institucional do CEN

Enviado por: Rede 3Setor em nome de Marcio Alexandre M. Gualberto

Patrimônio Cultural Brasileiro em quadrinhos

O cartunista Flávio Luiz, premiadissímo, lança neste mês o livro "Aú, o Capoeirista" com histórias ambientadas em Salvador - BA.

Está edição foi viabilizada com recursos da Lei Rouanet, de incentivo à cultura. Este livro já teve lançamento em Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Recife e Curitiba.

Este livro tem uma história repleta de aventura, consciência ecológica e humor, mostrando o cotidiano do capoeirista mirim Aú, um personagem cheio de cunho popular brasileiro e o seu inseparavél amiguinho, o macaquinho Licurí.

A Liga de Capoeira do Estado do Rio de Janeiro está fazendo contato com o autor para lançar o livro em diversos municípios do Estado do Rio de Janeiro.

Aqui no Rio de Janeiro o livro foi lançado na Livraria Letras e Expressões, no dia 20 de outubro.

AuOCapoeirista

Brevemente daremos novas informações aqui sobre as negociações para o lançamento em Niterói, São Gonçalo, Teresópolis, Macaé, entre outras cidades.

Fonte: Blog www.auocapoerista.com.br

Obama e nós, que lições tirar?

Mestre Paulão Kikongo

obama

Para mim, a melhor definição deste momento foi dada pelo rapper Jay Z: Rosa Parks sentou-se para que Luther King pudesse andar; Luther King andou para que Obama pudesse correr; Obama correu para que nós possamos voar...

Apesar de ser uma vitória aguardada por muita gente, em mim provocou enorme impacto a eleição de Obama. Uma semana antes um outro jovem negro havia feito história ao se tornar campeão do competitivo e mega elitizado mundo a Fórmula 1. Logo após, um outro jovem, de 47 anos, uma geração apenas, acima da minha, elegeu-se o mais poderoso mandatário do planeta. O homem sobre quem cairão agora as responsabilidades de vida e morte, do destino global, da construção de um futuro melhor e mais justo para todos nós.

A vitória de Obama foi comemorada em todo o mundo e, em alguns lugares, parecia que ali também ele tinha sido eleito. Nas listas do Movimento Negro brasileiro, pululam análises tentando entender o por quê de os EUA, 40 anos após os direitos civis terem se tornado uma realidade lá conseguirem eleger um presidente negro ao passo que aqui nós mal e porcamente não conseguimos eleger nem mesmo um número considerável de vereadores.

Ainda não me manifestei sobre isso e nem sei se quero me manifestar. Para mim as análises sobre estes fatos na verdade estão muito mais no campo das relações políticas que nós mesmos estabelecemos entre nós, do que na fragilidade ou não do nosso sistema político-eleitoral. Para mim, o fato concreto é que se Obama fosse brasileiro, ele teria se lançado candidato num dia e no outro haveria mais três negros, ou negras, se candidatando junto. Ou então, uma meia dúzia de três ou quatro estaria pronta para detoná-lo nos veículos de comunicação, contando seus podres e minando suas possibilidades.

Mas independente dos por quês, acho que está na hora de começarmos a pensar nas construções reais que nos levem nos próximos 10, 15, 20 anos a ter um homem ou uma mulher com reais chances de se eleger à presidência do nosso país...

Por outro lado, isso também é muito relativo. Cinco anos atrás, ninguém havia ouvido falar em Obama. Ele se tornou relevante no cenário político americano quando fez um discurso arrasa-quarteirão na convenção de seu partido e chamou a atenção pra si.

O que me chama a atenção em Obama é que ele não teve medo de encarar a missão que ele mesmo se deu. Colocou como ideal a busca da presidência e não se apequenou. Pelo contrário, a cada dia tornou-se maior e não abriu mão em momento algum de acreditar que poderia chegar lá. Não tenho dúvidas que o grupo de Hilary Clinton deve tê-lo assediado de tudo quanto era forma. Afinal, ele é novo, em idade e na política, Hilary é senadora duas vezes, ex-primeira dama, mulher tarimbada e mais velha... Na lógica política brasileira política é fila! Obama não quis nem saber e furou a fila com a cara-dura e levou de lambuja a presidência dos EUA e a liderança mundial.

Talvez o que fique como lição no histórico feito americano são algumas questões bem interessantes:
1) O discurso radical e de gueto não funciona mais. Afirmar a negritude não é excluir o outro, mas é buscar um discurso de conciliação e real integração entre os grupos distintos. Obama ousou em falar para a sociedade americana e não apenas para os negros. Ele não buscou se tornar uma liderança negra, buscou se tornar presidente dos EUA e sabia que só conseguiria se tivesse votação entre a população branca. Isso ele viu, foi lá e venceu!

2) A maturidade política dos grupos americanos, principalmente os negros, tornou possível a eleição de Obama e, ao mesmo tempo, nos coloca o desafio de pensar nossa própria realidade como negros da diáspora vivendo as similaridades do caso brasileiro;

3) É chegada a hora de lançarmos novos debates sobre conjuntura política e modus-operandi de maneira que possamos criar condições para superar nossas debilidades e dar alguns passos adiante.

O momento é de comemorar mas também de avaliar; de avaliar e não transformar em xororô, mas pensar que somos testemunhas da história e temos responsabilidades diante dela. Faremos a diferença quando soubermos transformar nossa realidade e a de milhões de negros brasileiros a partir dos aprendizados que possamos ter daqui pra frente.

Márcio Alexandre M. Gualberto

Fonte: Palavra Sinistra

20 DE NOVEMBRO

O 20 de novembro tem uma história antiga. A idéia surgiu na década de 70, no Rio Grande do Sul, quando o grupo Palmares, resgatando a trajetória do quilombo de mesmo nome, propôs que fosse celebrado o Dia do Negro na data que marcava o desaparecimento de Zumbi.

Na verdade, o quilombo dos Palmares já havia se tornado referência para todos aqueles que acreditam em justiça social. Um frentenegrino como Vicente Ferreira, na década de 30 do século XX, por exemplo, celebrava a luta palmarina em seus discursos.

Na década de 70, no entanto, a proposta era abandonar as celebrações do 13 de maio. Muitos grupos iam por esse caminho e a idéia vinda do Sul ressaltava o aspecto coletivo da epopéia dos Palmares, o que colocava ênfase em aspectos mais comunitários e solidários.

Em 1978, o Movimento Unificado contra a Discriminação Racial, depois denominado MNU, propôs que o 20 passasse a ser considerado Dia Nacional da Consciência Negra, consolidando o desejo de todos aqueles que viam no 20 a afirmação de uma nova consciência e uma nova atitude em relação à questão racial brasileira.

Com o tempo, mais do que o aspecto palmarino coletivo, ressaltou-se a figura individual e heróica de Zumbi, um guerreiro que encarnava uma postura firme diante da opressão, um exemplo a ser lembrado por todos aqueles que se indignavam diante das injustiças do dia-a-dia. Zumbi atualmente figura no panteão dos heróis nacionais.

Mas na imagem do indivíduo a coletividade pode continuar a ser celebrada, mostrando que o espírito do quilombo continua vivo. Não só dos Palmares, mas de todos os outros que o antecederam ou sucederam. A decretação de feriado em mais de duzentas cidades brasileiras mostra isso. A luta de todos aqueles quilombolas não foi em vão. Palmares será sempre exemplo, para nós e para os que ainda virão, de que é possível construir uma sociedade justa.

Sim, nós podemos!


Muitas atividades devem acontecer no país. Em São Paulo haverá a V Marcha.

PROGRAMAÇÃO DA V MARCHA DA CONSCIÊNCIA NEGRA DO ANO DE 2008
dia 20 de novembro em São Paulo

10:00 HS - Concentração no Vão Livre do Masp - na Avenida Paulista (Atividades Culturais: Samba, Hip Hop, Capoeira, Maracatu e Outros);

13:00 HS - Culto Inter-religioso e Ato Político;

14:00 HS - Caminhada até o Teatro Municipal de São Paulo;

17:00 HS - Encerramento da V Marcha da Consciência Negra 2008.


Haverá também um show na Praça da Sé!


No dia 23 de novembro, domingo, haverá o relançamento do livro BAILES dentro da Pílula de Cultura, organizada pela Preta Multimídia na Casa das Caldeiras, em São Paulo. A partir das 16h. Não perca!


Você pode encontrar Cadernos Negros Melhores Poemas e Orukomi em alguns endereços:
São Paulo:
- Museu Afro Brasil - Parque do Ibirapuera - São Paulo
Tel.: (11) 5579-7716

- na livraria do Espaço Unibanco de Cinema. R. Augusta, 1.475. Tel.: (11) 3141-2610;
Salvador:
- na Livraria Multicampi - R. Direita da Piedade, 20 - Tel.: (71) 2101-8000; e na

- livraria Civilização Brasileira dos shoppings Barra e Iguatemi

Belo Horizonte:
- NANDYALA Livraria & Editora - Avenida do Contorno, 6.000 - Loja 01 - Savassi - BH - Contatos: (31)3281-5894 ou nandyala@nandyalalivros.com.br;

- Sobá livros e cd's - Tel. (31) 3224-7655;

Rio de Janeiro:
- Kitabu - R. Joaquim Silva, 17 - Lapa
(21) 2224-9847 / 8887-0576
Em Brasília:
- Afro Nzinga - Shopping Venâncio 2000 (61) 3322-3982 / 3321-3792

Fonte: Quilombhoje

HIP HOP invade São Gonçalo

Mestre Paulão Kikongo

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Domingo, vinte e três de novembro, em São Gonçalo, será realizado o desafio Regional de Hip Hop com base de percussão regional e participação de Cidel Trindade. Este evento conta com o apoio da Prefeitura Municipal de São Gonçalo e Fundação de Artes – FASG.

Além do Hip Hop vai rolar Quis com prêmios, perguntas sobre a história e cultura de São Gonçalo, grafite, oficinas de dança e percussão.

DESAFIO_REGIONAL

Serviço:

Data: 23 de novembro de 2008

Local: Praça Zé Garoto – Centro São Gonçalo – RJ

Horário: 16 horas

Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene se apresenta no RJ

Mestre Paulão Kikongo

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Camaradas,
com arranjos e regência de Dinho Nascimento, a Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene (do Butantâ, São Paulo) vai se apresentar no Terraço Viva o Rio, no aterro do Flamengo, em frente à praça, DIA 12/11/2008, ÀS 12:30 hs.
Aberto ao público, entrada franca, evento C&A Pop Music.
aprecie um rápido vídeo da orquestra em

http://www.youtube.com/watch?v=p6mowQeoGPM
abraço a todos.

Enviado por: Gente Boa Produções

III FÓRUM CRIMINAL RACISMO É CRIME

O Centro de Pesquisas Criminológicas do Rio de Janeiro – CEPERJ, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, através do Programa de Estudos e Debates dos Povos Africanos e Afro-Americanos – PROAFRO, o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro - COMDEDINE, a Comissão OAB/RJ Vai à Escola, a Academia de Polícia Civil Silvio Terra – ACADEPOL e o Instituto Palmares de Direitos Humanos – IPDH, em razão das comemorações do Mês da Consciência Negra, convidam Vossa Senhoria para o III FÓRUM CRIMINAL RACISMO É CRIME – APLICABILIDADE DA LEI PENAL.

O III Fórum é gratuito; terá validade de horas para o Estágio Forense, conforme autorização da Comissão de Estágio da OAB/RJ e contagem de pontos para funcionários públicos.

O III Fórum Criminal Racismo é Crime – Aplicabilidade da Lei Penal contará com a participação de palestrantes como:

· Dr. Wilson Roberto Prudente, Procurador do Ministério Público Federal /Ministério do Trabalho, professor universitário, mestre em Direito;

· Dr. Ítalo Bittencourt de Macedo, Delegado de polícia civil, pós-graduado em Direito Penal e Processo Penal;

· Dr. Carlos Alberto de Oliveira – Delegado de polícia Civil, Titular da Delegacia de Repressão à Armas e Explosivos – DRAE;

· Dr. Mário Leopoldo – Presidente da Comissão OAB Vai à Escola – Consultor jurídico do COMDEDINE, Professor da UFRJ;

· Dr. Humberto Adami, advogado, mestre em Direito, presidente do IARA, Diretor da UNI - Palmares;

· Dr. Oswaldo Barbosa da Silva, advogado, Presidente do Parlamento Internacional dos Povos, Presidente do 2º Encontro dos Advogados Afro-descendentes e Africanos; entre outros palestrantes e abordará os seguintes temas:

  1. Aspectos Jurídicos, Políticos, Culturais e Sociais dos Crimes de Racismo e a Sociedade Brasileira;

2. Aspectos legais das decisões dos Tribunais de Justiça nos crimes de racismo, e atuação do Ministério Público, da Polícia Judiciária e da OAB, quanto à Aplicabilidade Penal da Lei dos Crimes de Racismo;

3. Aspectos culturais, sociais e jurídicos dos crimes de racismo por intolerância religiosa, racial, homofobia, e a Aplicabilidade Penal da Lei dos Crimes de Racismo;

4. Crimes de Racismo: Aspectos da Responsabilidade Civil em face das condenações dos crimes de racismo. 

5. Crimes de Racismo: A questão Histórica, a Sociologia Jurídica e os Movimentos Sociais.

Atenciosamente,

Neia Daniel

José dos Santos Oliveira

Diretor do CEPERJ

Coordenador do

III FÓRUM CRIMINAL RACISMO É CRIME!

Informações: 

(21)2557-1382, (21)9676-2490

(21) 9893-4191, (21)9943-8589

centro.ceperj@terra.com.br

forumracismoecrime@terra.com.br

Enviado por: Neia Daniel

Trajectória da capoeira relatada em livro

A Embaixada do Brasil procedeu, quinta-feira, ao lançamento do livro “Capoeira”, em actividade inserida na programação da Semana do Brasil em Angola.

Em 133 páginas, a obra produzida pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil traz compilações sobre a capoeira, a sua história, a importância na cultura brasileira e fotografias demonstrativas de vários grupos que praticam esta arte.

Em 16 textos os autores procuram mostrar as diversas características da Capoeira que começou em Angola e se desenvolveu no Brasil, tornando-se numa das principais referências culturais deste país sul--americano.

Alberto Esper, presidente da Associação dos Empresários e Executivos Brasileiros em Angola (Aebran), declarou que o livro pretende mostrar aos angolanos o resultado final da imaginação dos brasileiros sobre a arte africana.

“Temos que reconhecer que é uma arte que nasceu dos africanos, principalmente dos angolanos e desenvolveu-se no Brasil, tornando-o numa das referências da cultura do Brasil”, disse.

A iniciativa de lançar este livro em Angola, de acordo com Alberto Esper, tem por objectivo reforçar a vertente cultural das actividades incluídas na programação da Semana do Brasil em Angola.

Na presença do embaixador brasileiro, Afonso Cardoso, o grupo Abadá de Capoeira, do núcleo Centro Cultural Brasil-Angola, exibiu--se no parque do Centro de Formação de Jornalistas (Cefojor), local que acolheu o lançamento do livro.

A Semana do Brasil em Angola continua no fim-de-semana com palestras e seminários e um espectáculo com a artista brasileira Elba Ramalho.

Cultura como elo de ligação

O embaixador do Brasil em Angola, Afonso Cardoso, apontou a cultura como um dos principais elos de ligação entre os dois países.

Falando à imprensa, à margem da cerimónia de lançamento do livro “Capoeira”, no Centro de Formação de Jornalistas, o diplomata sublinhou que, apesar da vertente económica ser forte nas relações entre os dois Estados, é o lado cultural que mais se tem feito sentir na cooperação.

“É na cultura que os dois povos mais se entendem. É um facto que temos comprovado com a vinda de artistas brasileiros a Angola e a ida de angolanos ao Brasil. Todos eles são bem recebidos e os seus produtos bem entendidos e consumidos”, realçou Afonso Cardoso.


Segundo o diplomata brasileiro, o bom entendimento deve-se ainda ao facto de os dois povos falarem a mesma língua e terem uma história comum. “São dois povos com uma história comum e que se entendem perfeitamente”, realçou o embaixador Afonso Cardoso.

Fonte: Jornal de Angola

Uneal promove seminário Negritude e Resistência

A Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), por intermédio do Departamento de História do Campus de Arapiraca e do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab), promoverá, entre os dias 11 e 13 deste mês, a terceira edição do seminário “Negritude e Resistência.

O evento marca as comemorações dos 37 anos da Consciência Negra no Brasil e reunirá professores, alunos e representantes de organizações, envolvidos com a valorização do negro na sociedade brasileira.

Este ano, o seminário vai discutir a realidade das comunidades quilombolas em Alagoas, com ênfase à questão agrária, bem como a promoção do debate acerca do processo de formulação de ações afirmativas no âmbito das universidades alagoanas.

A abertura oficial do evento está marcada para a noite de terça-feira (11), a partir das 19 horas, com uma mesa-redonda que contará com as palestras dos professores Moisés de Melo Santana, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE); Clara Suassuna Fernandes (Neab/Ufal) e Jairo José Campos (Uneal).

O grupo debaterá as políticas afirmativas no ensino superior. Além disso, a programação do evento terá a participação de representantes do Instituto de Terras de Alagoas (Iteral); do Núcleo Afro-Quilombola da Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos, do Incra/AL, bem como apresentações artísticas de grupos afros.

União - Com o tema “Cultura e gênero: a questão negra em foco”, a direção do campus da Uneal em União dos Palmares promoverá, entre os dias 17 e 21 deste mês, a Semana da Consciência Negra na terra de Zumbi dos Palmares.

A programação tem início marcado para as 19 horas, no pátio da Escola Cenecista Santa Maria Madalena, com performance literária e a participação dos alunos-bolsistas de iniciação científica pela Fapeal e do Núcleo de Pesquisa em Literatura (Nupel), além de estudantes do curso de Letras.
Segundo revela o diretor do campus, professor Jairo José Campos, o evento ainda reserva palestras, exposição fotográfica da comunidade quilombola de Muquém, bem como exibição de filmes e a participação dos alunos do programa Diversidade na Uneal.
Na quinta-feira (20), está programada uma caminhada coletiva dos participantes do evento até a Serra da Barriga.

por Agência Alagoas

Embaixada do Brasil em Angola lança Livro de Capoeira

Literatura

Embaixada do Brasil em Angola lança Livro de Capoeira

A história da capoeira está fortemente relacionada com a diáspora africana e marca, de forma profunda, a cultura brasileira.

Da Redação com agências

Luanda – A Embaixada do Brasil em Angola vai teve uma atração especial nesta quinta-feira ( 6), quando lançou no Centro de Formação de Jornalistas (CEFOJOR) a publicação “Textos do Brasil 14 Capoeira”, editado pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

A edição traz fotografias de Pierre Verger e desenhos do Carybé, que ilustram entrevistas e artigos de pesquisadores, mestres de capoeira e autoridades ligadas à cultura brasileira, na qual se destacam as significativas implicações da capoeira para a cultura e a vida social, como modalidade de jogo, dança, música e oportunidade para inserção social.

A capoeira é um arte que está fortemente relacionada com a história africana e que marcou profundamente a cultura brasileira.
A obra será apresentada pelo mestre Vila Isabel, do Núcleo de Capoeiragem Beribazau de Brasília e dois mestres brasileiros de capoeira de Angola, mestre Cobra Mansa e Mestra Janja. Para quem quiser apreciar a arte, será realizada uma roda de capoeira pelo grupo de capoeira Abadá, do Núcleo da Casa de Cultura Brasil-Angola.

Amanhã (7), será a vez da I Jornada de Capoeira Brasil-Angola, durante a qual os mestres convidados vão proferir palestras sobre os temas “Raízes Angolanas da Capoeira Brasileira”, “Capoeira e inclusão social” e "Perspectivas e desafios para a capoeira no século XXI”. Emais: paralelamente à Jornada será exibido um trecho do documentário “mestre Bimba – a capoeira iluminada”, inspirado no livro “Mestre Bimba-Corpo de Mandinga”, de Muniz Sodré.

Fonte: África 21 Digital

Lançamento do Observatório Afro-Latino

Nova página eletrônica destaca cultura dos afrodescendentes da América Latina e do Caribe

A Fundação Cultural Palmares, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, lançou site com informações sobre a cultura afro-americana, durante a 4ª edição da Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas (Fliporto), em Pernambuco, que está sendo realizada de 6 a 9 de novembro.

O Observatório Afro-Latino foi apresentado pelo presidente da FCP/MinC, Zulu Araújo, nesta sexta-feira (dia 7) pela manhã dentro da programação da Feira, que neste ano traz o tema da Diáspora Africana no continente latino-americano.

Ilustração: Alessandro/ Fundação Cultural Palmares/Poliedro

A declaração final do I Encontro Ibero-Americano de Ministros de Cultura, em outubro na Colômbia, decidiu apoiar a proposta brasileira de criação do observatório, após ter sido proposta pelo ministro da Cultura brasileiro, Juca Ferreira e por Zulu Araújo.

Para o presidente da Palmares, essa nova ferramenta possibilitará um diálogo mais permanente entre as comunidades negras latino-americanas, com trocas de experiências para a compreensão das semelhanças e diferenças da história e dos processos de integração social das comunidades negras nesses países. “Nossa proposta é que, além do lúdico, a cultura também possa ser um instrumento para um mundo melhor”, afirmou Zulu.

Leia mais.

Leia, também, matéria relacionada: Proposta brasileira de criação de um fórum na Internet foi aprovada durante encontro na Colômbia.

(Patrícia Saldanha, Comunicação Social/MinC)

Fonte: Ministério da Cultura

Direitos Humanos e Mediação de Conflitos

A Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), em parceria com o Instituto de Tecnologia Social (ITS Brasil), oferece nova oferta do curso “Direitos Humanos e Mediação de Conflitos". O curso é gratuito e realizado integralmente a distância, via internet. Pessoas de qualquer lugar do Brasil podem participar. Com carga horária de 60h , com um módulo por semana (ao longo de 10 semanas), a participação é acompanhada e avaliada por tutores e o certificado é emitido mediante aproveitamento que obedeça aos critérios estabelecidos no curso.

Essa formação pretende contribuir para que lideranças comunitárias, militantes de movimentos sociais , membros de pastorais e comunidades religiosas promovam os direitos humanos e atuem na resolução dos conflitos em suas comunidades.

O curso parte de situações práticas e das necessidades concretas desses militantes e pretende apontar caminhos para solucionar conflitos ligados aos direitos humanos, fornecendo informações sobre órgãos públicos e organizações da sociedade civil, além de um ambiente para a troca de experiências. Seu conteúdo está estruturado nos temas dos direitos humanos e seus conflitos.

Se você tem interesse em participar dessa nova turma do curso, acesse o site e faça agora mesmo o seu cadastro de confirmação:
http://cursos.educacaoadistancia.org.br/login/signup.php

Ao realizar este cadastro, você receberá uma confirmação por e-mail e 48 horas antes do início do curso (que está previsto para começar no dia 10 de novembro) enviaremos um segundo e-mail com o link e código de inscrição da sua sala virtual, bem como as primeiras orientações, fique atento. Participe!

Coordenação do curso Direitos Humanos e Mediação de Conflitos

Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH-PR)eInstituto de Tecnologia Social (ITS Brasil)

Fonte: Rede 3Setor

METODISTA promove Fórum de Capoeira e Cidadania

A Universidade Metodista de São Paulo promoverá nos dias 7 e 8 de novembro, os eventos "IV Fórum de Capoeira e Cidadania - Diálogos sobre Cultura e Educação" e o "I Festival de Capoeira Inclusiva", que buscam conjugar os diferentes saberes da cultura popular e da cultura acadêmica. O objetivo dos eventos é que ambos se somem, permitindo uma reflexão teórica e prática. A iniciativa é do Núcleo de Formação Cidadã, Núcleo de Artes e da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia.

Para o professor do Núcleo Formação Cidadã e da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (FAEFF), Eduardo Okuhara Arruda, o evento é um espaço para desconstruir e reconstruir um novo olhar e pensar para a cultura, isto é, a cultura como representação simbólica que possibilita que o indivíduo se reconheça como sujeito no mundo a partir da sua cultura.

"A capoeira, enquanto manifestação cultural historicamente construída, possibilita essa compreensão da cidadania pelo viés da cultura, sobretudo quando se constata as muitas ações de educação para a cidadania e inclusão social pela prática cultural da capoeira", afirmou o prof. e também mestre de Capoeira.

O evento, que acontece no Campus Rudge Ramos da Universidade Metodista de São Paulo (Rua Alfeu Tavares, 149 - Rudge Ramos - São Bernardo do Campo - SP) é gratuito e aberto a toda comunidade. No dia 07 de novembro, ele acontece no período da noite, das 19h30 às 22h e no dia 08 de novembro, no período da manhã, das 9h ao meio dia. Para participar do evento é necessário fazer inscrição online.

Fonte: Metodista

Cultura é questão estratégica, diz Jandira

Aumento do orçamento foi uma das condições para ela aceitar a pasta. Paes vai extinguir a Secretaria Extraordinária de Patrimônio Cultural.

Alba Valéria Mendonça Do G1, no Rio

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Foto: Alba Valéria Mendonça Do G1, no Rio

Indicada pelo prefeito eleito Eduardo Paes (PMDB) para assumir a Secretaria de Cultura, a ex-deputada federal Jandira Feghali (PC do B) vai arcar também com a responsabilidade de cuidar do patrimônio artístico e cultural da cidade.

Como condições para ela fazer parte do secretariado, Paes prometeu um aumento significativo no orçamento da pasta.

"Não era minha expectativa participar do governo. A condição para eu aceitar (o convite para a Secretaria de Cultura) foi o incremento de recursos. A questão cultural é estratégica. Ela é uma das faces da prevenção contra a violência", disse Jandira em entrevista coletiva, na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em Botafogo, na Zona Sul, na tarde desta quinta-feira (6).

Vocação natural

Segundo Paes, o aumento do orçamento tem como objetivo aproveitar a vocação natural da cidade e fazer do Rio a capital cultural do país, com o aumento da atividade econômica. O prefeito eleito disse ainda que a Secretaria de Cultura vai assumir as questões de conservação do patrimônio da cidade, extinguindo assim a Secretaria Extraordinária de Patrimônio Cultural.

"Vamos ter dois vetores importantíssimos na cultura: o desenvolvimento econômico, ou seja, a cultura como fonte geradora de emprego, e como fator de inclusão e integração social. Inclusive com extensão da atividade escolar, principalmente em áreas carentes. Neste sentido, vou ser assessor da Jandira para viabilizar os projetos", disse o prefeito eleito.

Lapa incrementada

Entre os projetos prioritários da pasta, a nova secretária citou a revitalização da área portuária, que segundo ela, vai mudar a cara da cidade, e o projeto "Lapa legal", que pretende incrementar, ampliar e organizar este corredor cultural do Centro.

"O corredor vai passar a ir da Cinelândia ao Campo de Santana. É uma área com uma vida cultural noturna rica. Vamos estimular a implantação do pólo gastronômico e atividades culturais durante o dia. O projeto também prevê incentivos tributários, além de recuperação do sistema de esgoto e da ordem urbana", detalhou a nova secretária.

Parceria com outras áreas

Além de buscar a democratização da cultura, com a ampliação dos espaços comunitários, como as lonas culturais, Jandira disse que vai buscar parcerias com outras áreas, como educação, ciência e tecnologia e saúde, para transformar os equipamentos municipais e integrá-los com a cultura.

"Por que um posto de saúde não pode ter uma biblioteca ou uma lan house? A cultura faz parte da cesta básica da cidadania", defendeu ela, que pretende criar espaços para atividades culturais nas zonas Norte e Oeste da cidade, na região da Leopoldina e nas favelas.

Critérios das Apac serão revistos

Jandira disse também que vai rever os critérios das Áreas de Proteção Ambiental e Cultural (Apac). Inclusive, pretende rever as Apac já aprovadas. Segundo ela, em todos os bairros há problemas. Em alguns não existe Apac e em outros, em particular na Zona Sul, há prédios sem importância cultural, histórica ou arquitetônica, que estão tombados.

Para cuidar das Apac, ela quer montar uma equipe com urbanistas e arquitetos. E diz que já pretende se reunir com o atual secretário de Cultura, na próxima segunda-feira (10), no escritório de transição, no Planetário, na Gávea, na Zona Sul.

Entre os projetos da nova secretária também estão a criação da Casa do Hip Hop, na Lapa, no Centro e o Centro de Referência da Capoeira. E vai trazer de volta para a secretaria a Feira de Tradições Nordestinas (Feira de São Cristóvão).

Fonte: G1

Capoeira inclusiva estimula crianças a superar limites

Terapêutico

Capoeira inclusiva estimula crianças a superar limites

Capoeira inclusiva. É um projeto desenvolvido no município de Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, que reúne crianças de escolas públicas e da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais

Rita Célia Faheina

da Redação

06 Nov 2008 - 01h21min

Meninos e meninas se organizam numa roda, batem palmas, gritam, cantam e assim começa o jogo. O movimento das pernas e braços acompanha o som que vem do berimbau, do atabaque, docapoeira_inclusiva caxixi. Os pequenos capoeiristas se divertem e mostram habilidade nas acrobacias próprias do jogo. No grupo, crianças muito especiais: surdas, autistas, com paralisia, Síndrome de Down e deficiências múltiplas. A garotada pratica, há um ano, capoeira inclusiva, na sede da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Maranguape. 

É um projeto pioneiro no Pais batizado com esse nome pelo professor Eraldo Gabriel de Sousa, o Mestre Beija-Flor. O sergipano fica no meio da roda das crianças orientando, incentivando e consegue tornar o jogo da capoeira igual para todos. "O nosso trabalho sempre é feito com a perspectiva da inclusão. Ajudamos as crianças no seu desenvolvimento psicomotor, no seu equilíbrio, afetividade e socialização. A capoeira inclusiva trabalha desde a consciência corporal até a elevação da auto-estima", diz Mestre Beija-Flor, que já deu cursos, palestras e aulas em várias cidades do Brasil divulgando esse projeto de harmonia social.

"Aqui (em Maranguape), a Secretaria da Educação acreditou no projeto e o adotou, especialmente a coordenadora do Núcleo de Educação Especial, a professora Virgínia Queiroz. Estamos encerrando o contrato de um ano", relata Mestre Beija-Flor que, mesmo indo embora da cidade, deixa uma pessoa preparada para dar continuidade à capoeira inclusiva. Deu todas as orientações para Antonio Renato da Silva Oliveira, o Renato Gigante, que vai trabalhar com as crianças. Ao todo são 680 alunos de escolas municipais e da Apae de Maranguape.
A prática da capoeira inclusiva, segundo Eraldo Gabriel, já foi implantada em Sergipe, Pernambuco, São Paulo, Alagoas, Minas Gerais, Pará, Maranhão e Rio Grande do Sul. No próximo mês, após o II Encontro Maranguapense de Capoeira Inclusiva, na sede da Apae, Mestre Beija-Flor segue para Manaus (AM). Depois, anuncia, viaja para Portugal e países da América Latina para difundir o projeto terapêutico.

A capoeira inclusiva é feita com pessoas cegas, surdas, com hidrocefalia, paralisia cerebral, déficit de aprendizagem e com idosos. "Queremos quebrar preconceitos, enfrentar as barreiras que essas pessoas encontram. Estimular uma cultura de paz. Esse projeto já foi levado para universidades, foi motivo de cursos, fóruns e palestras". Segundo ele, a capoeira estimula as crianças a vencerem seus próprios limites. Eraldo diz que, por onde anda, forma multiplicadores para que trabalhem a inclusão dentro das escolas.

DICIONÁRIO
O caxixi é um instrumento idiofone do tipo chocalho, de origem africana. É um pequeno cesto de palha trançada, em forma de campânula (sino).

O atabaque (ou tabaque) é um instrumento musical de percussão. O nome é de origem árabe: at-tabaq (prato). Constitui-se de um tambor cilíndrico ou ligeiramente cônico, com uma das bocas cobertas de couro de boi, veado ou bode.

SAIBA MAIS

A capoeira é uma técnica esportiva e cultural desenvolvida na África e trazida para o Brasil pelos escravos. Por muito tempo foi proibida, porque no período colonial buscavam reprimir a cultura negra. Esse fato se agravou quando se deu a abolição da escravatura, pois os negros, sem condições de sobrevivência, organizavam bandos e esquematizavam roubos.
Em 1932, a capoeira foi renovada por Mestre Bimba. Ele acrescentou movimentos existentes nas artes marciais e levou a capoeira a ser conhecida sem apresentar ligações com marginais. O esporte se estendeu, ao longo do tempo, por todo o País.

Para jogar capoeira é necessária a música tocada pelo berimbau, pandeiro, atabaque, caxixi, agogô e cantada pelos capoeiristas da roda. A música determina o ritmo e o estilo do jogo.

Os movimentos básicos da capoeira são: ginga, aú, queda de quatro, cocorinha, negativa, queda de rim e resistência.

Os toques mais conhecidos são: Angola (São Bento Grande), São Bento Pequeno (Angolinha), Iúna (Lamento), Amazonas (Cavalaria), Santa Maria (Benguela), Idalina (Maculelê), Samba de Roda (Samba de Angola), São Bento Grande de Bimba (Samango), Valsa (Samba de Enredo) e São Bento Corrido (Choro).

FONTE: www.brasilescola.com

Da redação do O Povo Online