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Brasil tem 5,22% de trabalhadores declarados negros no mercado formal
Mestre Paulão Kikongo
De acordo com a Rais 2007, rendimentos médios dos vínculos dos trabalhadores declarados como brancos são 55,7% superiores aos daqueles classificados como negros
Foto: Renato AlvesBrasília, 06/11/2008 - As informações sobre emprego e rendimento relativos à variável Raça/Cor da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2007 tratam somente do emprego celetista, que totaliza 29,8 milhões de vínculos empregatícios. Deste total, 63,21% foram declarados como brancos, indicando uma redução de 1,22 pontos percentuais em relação a 2006 (64,43%). Os trabalhadores declarados como pardos representaram 26,65% e aqueles declarados como negros: 5,22%. Tais resultados refletem um tênue aumento em relação a 2006 (26,43% e 5,13%, respectivamente).
Foi o que divulgou hoje o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, em coletiva em Brasília. "O importante desta divulgação é mostrar a radiografia real do país. A Rais não é uma pesquisa. São dados reais fornecidos por todos os estabelecimentos do Brasil. Assim, podemos ver exatamente como é o mercado de trabalho", disse Lupi.
Os trabalhadores classificados como negros obtiveram maior aumento nos rendimentos médios (+2,98%), superior à média de 1,57%. Os trabalhadores declarados como brancos e como pardos registraram o mesmo percentual de elevação (+2,16%).
Apesar deste aumento, os rendimentos médios dos vínculos empregatícios dos trabalhadores declarados como brancos são 55,7% superiores aos daqueles classificados como negros e 47,9% acima dos considerados como pardos. No que se refere aos resultados de 2006, verifica-se que houve um declínio da relação entre os rendimentos dos empregos classificados com brancos versus os pretos/negros (56,9%) e uma estabilidade no que diz respeito aos trabalhadores pardos (47,9%).
Em relação à escolaridade, o nível de Ensino Médio Completo é onde se encontra a maior representatividade do emprego com uma média de 38,02%, assim distribuída: brancos (37,55%), pretos/negros (33,40%) e pardos (39,51%). No nível Superior Completo, observa-se um diferencial expressivo entre a participação dos trabalhadores segundo esta classificação: brancos (12,63%), pretos/negros (3,20%) e pardos (5,48%). Neste nível de escolaridade, as mulheres brancas têm uma representatividade de 16,95% ante 9,93% para os homens brancos, sendo de 5,49% para mulheres pretas/negras e de 2,24% para homens pretos/negros e de 9,0% para as trabalhadoras declaradas pardas, ante 3,82% para os homens pardos.
O que é a Rais? - A Relação Anual de Informações Sociais é um Registro Administrativo criado pelo Decreto nº 76.900/75, com declaração anual e obrigatória para todos os estabelecimentos existentes no território nacional. As informações captadas sobre o mercado de trabalho formal referem-se aos empregados Celetistas, Estatutários, Avulsos, Temporários, dentre outros, segundo remuneração, grau de instrução, ocupação, nacionalidade e informações dos estabelecimentos relativos à atividade econômica, área geográfica, etc.
Criada com fins operacionais/fiscalizadores e estatísticos, atualmente a principal função operacional da Rais é identificar os trabalhadores com direito ao recebimento do benefício do Abono Salarial. Em 2007, foram identificados 15,129 milhões de trabalhadores com direito ao benefício ante 14,189 milhões em 2006.
Mais informações:
- Rais 2007: foram gerados 2,45 milhões de postos de trabalho com vínculo formal
Fonte: Assessoria de Imprensa do MTE
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09:28
OIT realiza seminário em Salvador para fortalecer promoção da igualdade
Mestre Paulão Kikongo
Ações Afirmativas, Diversidade, Etnia, Gênero, Geração de Emprego, Igualdade Racial, Mulheres, OIT, Política Pública, SEPPIR
BRASÍLIA (Notícias da OIT) – Será realizado entre os dias 5 e 7 de novembro em Salvador, Bahia, o seminário “Gênero, raça, pobreza e emprego: os desafios da Agenda Bahia de Trabalho Decente”. Promovido pelo Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil em conjunto com o governo estadual, o seminário é destinado aos gestores públicos dos Poderes Exedutivo, Legislativo e Judiciário, com o objetivo de capacitá-los nestes temas.
Durante o evento, serão discutidos três módulos do manual do Programa de Fortalecimento Institucional para a Igualdade Gênero e Raça, Erradicação da Pobreza e Geração de Emprego (GRPRE), como explica a coordenadora desta área no Escritório da OIT, Solange Sanches.
Os três módulos são Trabalho Decente e Igualdade de Gênero e Raça, Tendências, problemas e enfoques, um panorama geral e Questão racial, pobreza e emprego no Brasil: enfoques e políticas de promoção da igualdade.
No dia 7 será ralizada uma mesa redonda com a presença de representantes do governo do estado, da OIT, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) para discussão de dois temas. O primeiro deles será o programa de Fortalecimento Institutcional para a Igualdade de Gênero e Raça, Erradicação da Pobreza e Geração de Emprego; o segundo será o papel do GRPE na política de promoção da igualdade. Nesta oportunidade deverá ser apresentado o plano articulado de fortalecimento institucional para gestão integrada de políticas públicas e promoção da igualdade.
No in ício de dezembro, será realizado outro seminário, destinado aos formadores do governo estadual para que sejam reproduzidas as políticas previstas no GRPE e dar sequência às questões envolvendo gênero e raça e trabalho decente. A Bahia é o primeiro estado brasileiro a definir uma Agenda de Trabalho Decente, que foi lançada no final do ano passado.






